Sirlei Prado
Onde encontrar:
Sirlei Prado — entre flores, fios e o tempo de quem faz por gosto
Desde a época da escola, Sirlei Prado já se aproximava de tudo o que envolvia trabalhos manuais.
Enquanto muitos colegas se distraíam com outras coisas, ela se encantava com linhas, formas e pequenos projetos feitos à mão. Aprendeu sozinha, no método de tentar até dar certo: pegava uma ideia, insistia nos pontos, desfazia, recomeçava. Com o tempo, isso que era curiosidade virou companhia constante.
Hoje, já aposentada, o artesanato ganhou ainda mais espaço na rotina. O que antes era só hobby, agora também é exercício de presença: quando o CRAS entra em recesso, Sirlei segue produzindo em casa, porque fazer suas peças a distrai, organiza os pensamentos e ajuda a passar o tempo de um jeito vivo.
A primeira lembrança forte de criação vem dos sapatinhos de tricô. Uma amiga havia comprado uma revista, não conseguiu fazer e passou para Sirlei tentar. Ela resolveu encarar o desafio — e deu certo.
Fez vários pares. Um dia, a prima apareceu, viu a produção e levou tudo, porque tinha um sobrinho prestes a nascer. Alguns pares ficaram guardados como memória daquele começo em que o tricô deixou de ser apenas tentativa e virou realização.
Ao longo dos anos, ela foi expandindo a caixa de materiais: lã, linhas, crochê, tricô. Já fez chaveiros, almofadas, bordados e, para além das agulhas, também gosta de desenhar — interesse que a levou, inclusive, a fazer um curso de desenho artístico.
Não há “segredo” guardado a sete chaves: tudo o que sabe, Sirlei faz questão de ensinar. Se alguém tem dificuldade, ela mostra o caminho, explica o ponto, repete quantas vezes for preciso.
O sentimento que acompanha o processo é simples e verdadeiro: alegria. Ver a peça pronta, perceber que deu certo, que ficou bonita, traz uma satisfação que vale mais do que qualquer prêmio. Seu trabalho fala do que está à volta: a vida em Cássia dos Coqueiros (SP), as paisagens, as pequenas cenas do cotidiano.
A natureza, em especial, é fonte de inspiração constante. Sirlei observa flores, folhas, desenhos e formas e, a partir deles, imagina algo diferente. Não gosta de fazer igual a todo mundo; prefere inventar o próprio jeito, adaptar, misturar referências até que o resultado tenha sua marca.
Não há um horário fixo para criar. Ela produz quando dá: às vezes de manhã, às vezes à tarde, de acordo com o ritmo do dia. Quando as mãos doem por causa de um problema nos dedos, faz uma pausa, respeita o corpo — mas sempre volta. O importante é não perder o vínculo com esse fazer que a acompanha há tantos anos.
Não se apoia em uma única referência de artesão ou artesã: para Sirlei, cada pessoa tem seu jeito de fazer. Ainda assim, é motivo de orgulho saber que a professora do CRAS já usou peças suas como exemplo nas aulas, reconhecendo na sua produção um material que inspira outras pessoas.
Participou de uma exposição em Mococa, mais um capítulo entre tantos momentos em que o artesanato saiu de casa e encontrou outros olhos.
Sirlei não costuma guardar muitas peças para si. Quase tudo vira presente: vai para a família, para amigos, para quem se encantar pelo caminho. Ela também não vende muito — mantém o artesanato como hobby, algo que faz por gosto, sem pressa.
Em uma cidade pequena, os contatos acontecem pelo boca a boca: quem quiser algo, chama no telefone, pergunta, combina.
Onde encontrar / encomendar
Cidade: Cássia dos Coqueiros (SP)
WhatsApp / telefone: (16) 99750-8232
Contato: diretamente com a artesã, por telefone e indicações (não utiliza e-mail)
Mensagem da artesã
“A natureza é linda e cheia de ideias. Se a gente olhar com atenção, dá para criar muita coisa bonita inspirada nela. Tudo é diferente, cada flor, cada folha. A natureza ensina a ter paciência e a ver beleza nas coisas simples.”
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