Rosalina dos Reis Lorencine
Onde encontrar:
Rosalina dos Reis Lorencine — entre colchas, praças e acolhimento
Na infância, na roça, Rosalina dos Reis Lorencine — conhecida por muitos como Rosa, Rosinha ou Mini Rosa — pedia em silêncio por uma máquina de costura.
Antes dela chegar, veio o crochê: aos 11 anos, viu uma vizinha crochetar, achou lindo, ganhou da mãe uma agulha e um novelo de linha e foi “brincando” até aprender. Mais tarde, com a vida já em Cássia dos Coqueiros (SP), comadres de Ribeirão trouxeram a tão sonhada máquina.
Emocionada, ao cortar o pano para costurar, acabou cortando também as colchas da cama. Daquela cena nasceu a certeza de que a costura e o artesanato fariam parte da sua história. As primeiras grandes peças em crochê foram duas colchas de solteiro — começo de uma trajetória que hoje soma cerca de 20 anos vivendo do artesanato.
Rosa usa de tudo um pouco: tinta, tecido, barbante, linha, EVA, materiais de reciclagem. Monta, inventa, adapta. Não se prende a uma única técnica e costuma dizer que “faz de tudo um pouco”, porque também é assim que consegue acolher diferentes gostos e habilidades.
O que a move é a gratificação de ver o trabalho nascer e se transformar: acompanhar o processo do começo ao fim, como na decoração de Natal da praça, em que, mesmo com pouco material, ela e o grupo criam e veem o bonito surgir.
Seu trabalho não fala de um tema único; fala de convivência. No CRAS, onde dá cursos às terças e quintas, ensina de tudo um pouco, sem guardar segredos. Gente com depressão, pessoas tímidas, homens que nunca tinham bordado encontram ali um espaço para aprender, conversar e se reconhecer capazes.
Ela acredita que recebeu de Deus uma mente boa e o dom de ensinar, e devolve isso em forma de conhecimento, paciência e incentivo. As ideias vêm de programas de artesanato, de coisas que vê e não sabe fazer — e então tenta. Se pensa em algo, experimenta: aprender, para ela, é sempre ação.
A assistente social Elisa Pereira Paiva teve papel importante nessa caminhada: foi quem a incentivou, logo que Rosa se mudou para a cidade, a fazer cursos e ampliar o repertório para além do crochê. Daí em diante, a cabeça foi “abrindo”, como ela mesma diz.
Hoje, além dos cursos e da decoração da igreja às sextas, Rosa participa de exposições de trabalhos do CRAS, de barraquinhas na praça e de ações em que a comunidade pode ver e comprar as peças.
Não se considera uma pessoa de prêmios, mas guarda com carinho o reconhecimento dos moradores e a alegria de quem se vê transformado pelo artesanato.
Onde encontrar / encomendar
Cidade: Cássia dos Coqueiros (SP)
WhatsApp: (16) 99997-0999
Contato:
Pelo CRAS de Cássia dos Coqueiros (em cursos e exposições)
Diretamente com a artesã, por WhatsApp e indicações/boca a boca
Redes sociais: ela prefere não divulgar amplamente, para conseguir dar conta das encomendas
Mensagem da artesã
“Acredito que é ajudar o próximo. Deus me deu inteligência e o dom de ensinar, então eu passo tudo com amor. Nos meus cursos tem gente com depressão, gente tímida, até homens que aprenderam a bordar e hoje ficam felizes, vão atrás de material e querem fazer mais. Minha arte transmite isso: conhecimento, acolhimento e incentivo.”
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