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Maria Delma Ferreira da Silva

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Maria Delma Ferreira da Silva

Maria Delma Ferreira da Silva — Telma, a costura que sustenta e cura
Maria Delma Ferreira da Silva é conhecida, em Brodowski (SP) e região, simplesmente como Telma. Tudo o que sabe, aprendeu sozinha: crochê, costura, modelagem — a ponto de ter, por um tempo, sua própria oficina de lingerie.

Ela conta que foi “Deus e ela mesma” que ensinaram cada ponto e cada corte. A vida, porém, a fez fechar a oficina depois da morte do marido, quando não teve mais condições de tocar o negócio. Ainda assim, foi na costura e no artesanato que encontrou força para seguir.

Telma começou a trabalhar com 18 anos e guarda com clareza a memória do primeiro grande trabalho: o enxoval completo de uma noiva, todo em crochê. A noiva queria colcha, toalhas, tudo combinando. Foi um desafio e também um marco — a confirmação de que dali em diante o artesanato seria sustento, expressão e caminho.

oje, ela trabalha principalmente com tecidos como jeans, tricoline e brim, criando tapetes, bolsas, panos de prato e inúmeras outras peças.

Ao longo dos anos, Telma foi criando um jeito muito próprio de fazer. Quem vê seu trabalho em feiras, no museu ou em eventos costuma elogiar o acabamento e a originalidade. Muita gente pede para tirar foto para “tentar fazer igual”, mas acaba dizendo que não consegue repetir do mesmo modo. Ela deixa claro: cada um tem seu jeito — e o dela é só dela.

Gosta de cores alegres, combinações vivas, peças que chamam a atenção pela harmonia e pela firmeza dos pontos.

Sua história de vida atravessa tudo o que produz. Casou-se muito jovem, em um momento de poucas condições financeiras. Com a chegada do primeiro filho, as contas apertaram ainda mais. Telma fazia de tudo para ajudar em casa: trabalhava, cuidava dos filhos, pagava aluguel, ia vencendo as dificuldades como podia.

O que faz hoje nasce dessa luta — de uma vontade de fazer bem feito, de olhar para uma peça pronta e sentir orgulho do que saiu das próprias mãos.

A rotina criativa não tem hora fixa: morando sozinha, ela se divide entre as tarefas da casa e o trabalho. Às vezes corta tecido à noite, costura de dia; em outros dias, faz o caminho inverso. Já participou de muitos eventos pelo interior, sempre no boca a boca, sem depender de internet.

Em São Paulo, atendia clientes em casa; hoje, em Brodowski, segue o mesmo princípio: as pessoas veem, gostam, encomendam, indicam. Seus maiores “prêmios” são os tapetes, bolsas e panos de prato dos quais se orgulha — cada um é um pedaço da trajetória.

Depois da morte do marido, Telma enfrentou uma depressão forte. Foi, novamente, o trabalho com as mãos que ajudou a reorganizar o mundo: ocupar a cabeça, focar nas peças, ver o resultado pronto. Ela gosta de dizer que sua arte a salvou — primeiro Deus, depois o artesanato.

Onde encontrar / encomendar
Cidade: Brodowski (SP)
WhatsApp / telefone: (16) 99300-0765
Contato: vendas e encomendas pelo telefone e pelo boca a boca na cidade

Mensagem da artesã

“Quando meu marido faleceu, entrei numa depressão muito forte. Depois que comecei a fazer minhas coisas, fui melhorando, porque ficava focada e ocupava a cabeça. Minha arte me salvou: primeiro Deus, depois ela. Me deu força e me ajudou a seguir em frente.”

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